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7 passos para tomar decisões inteligentes

Como mulheres e empreendedoras nos vemos tomando decisões a todo momento, não é? Já parou para pensar, quantas decisões você já tomou hoje? Das mais simples como a roupa que vestir, que caminho pegar para ir ao trabalho até as mais complexas que envolvem compra de imóvel, próxima viagem de férias, ou a demissão de um colaborador que sustenta uma família.

“Sim, para tomar as melhores decisões precisamos confiar em nossos sentimentos. A falta das emoções causa caos nas nossas decisões e não mais objetividade e racionalidade, como costumamos achar”.

Provavelmente muitas delas foram no piloto automático porque são decisões tão corriqueiras que nem pensamos mais, ou porque seguimos nossa intuição. E isso tem a ver com o repertório que fomos criando com nossas experiências no trabalho, na família, com amigos, que nos diz que caminho seguir ou a melhor escolha a fazer.

Por outro lado, as decisões mais difíceis ou complexas acabam tomando um tempo de análises, investimos um tempo enorme nos preocupando em sermos racionais, lógicas e nem sempre ficamos satisfeitas com a escolha que tomamos. Provavelmente porque não consideramos nossas emoções nesse processo. Sim, para tomar as melhores decisões precisamos confiar em nossos sentimentos. A falta das emoções causa caos nas nossas decisões e não mais objetividade e racionalidade, como costumamos achar.

Decisões do ponto de vista da Inteligência Emocional

A tomada de decisão sempre vai envolver fatores emocionais. Em um de seus livros, o neurologista António Damásio fala de um paciente que teve que retirar um tumor de seu cérebro. Após a cirurgia seu QI continuou excelente, ele continuava apto a ponderar prós e contras, consequências das situações, mas não conseguia chegar a uma decisão. Imagine a situação: escolher entre o restaurante A ou B. Você sabe que o restaurante A, serve comida italiana, saborosa com um bom preço, qualidade, e o restaurante B, mais próximo de casa serve comida japonesa, também com bom preço e qualidade. Qual você escolheria? Provavelmente aquele que está mais ligado a memórias afetivas, a comida que te faz lembrar um encontro com as amigas, ou o almoço em que fechou um bom negócio. E isso tem a ver com integrar as nossas emoções em nossas decisões.

Desta forma, saber reconhecer nossos sentimentos e conseguir integrá-los à nossa racionalidade pode contribuir para que tomemos decisões mais consistentes e conscientes.

Como integrar o racional e o emocionar sem se perder em fantasias e sem agir com impulsividade

Saber considerar aspectos emocionais próprios e de outras pessoas, ter a real dimensão do problema, e uma forma de solucioná-lo, além de um bom autocontrole, contribui muito para o processo de tomada de decisão.

Siga os passos

1) Tenha claro qual decisão precisa ser tomada

2) Preste atenção ao seu impulso inicial, qual caminho você gostaria de tomar

3) Pondere os possíveis caminhos, e veja com qual deles se sente mais confortável e com sentimentos mais agradáveis. Estes sentimentos se relacionam a algum fato passado, parecido com o atual, onde você teve sucesso?

4) Pondere prós e contras, e veja como se sente em relação a eles

5) Procure perceber quais pensamentos vem a sua cabeça durante esse processo. Muitas vezes eles nos dão dicas do que nos faz bem, de experiencias passadas, conselhos que recebemos e crenças

6) Tome a decisão

7) Não ignore seus sentimentos. Mesmo que a sua escolha possa não parecer racional ou lógica, confie em sua experiência e nas mensagens que seu corpo dá. Se ainda assim tiver que optar por um caminho que não é o mais confortável, busque entender os impactos que isso te traz e o que faz esse caminho ser desconfortável para você.

Ao final desse processo, procure perceber o que você aprendeu sobre você. O autoconhecimento ajuda a desenvolver nossas habilidades socioemocionais e a tomada de decisão está entre elas.

Andrea Sarno é Especialista em Desenvolvimento Humano e Proprietária da Avena Consultoria