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set

Remédio para lidar com ansiedade e estresse é mais fácil do que você imagina

Alguns especialistas têm apontado inteligência emocional como sendo a competência do século, e muito ouvimos e lemos sobre o tema na mídia. Mas será que isso é apenas uma moda ou de fato é algo que pode nos beneficiar de alguma forma?

“Saber o que nos deixa feliz faz com que valorizemos mais momentos felizes, e aí nossas sensações agradáveis aumentam, e o nível de bem-estar também”.

Nos dias atuais, somos pressionados constantemente, seja por melhores resultados no trabalho, ideais de comportamento e estética, consumo, informações que julgamos importantes, discussões polarizadas. E a consequência disso, muitas vezes, é um número crescente de pessoas com algum nível de estresse, depressão e ansiedade.

Segundo dados da ISMA-BR – International Stress Management Association, o Brasil é o segundo país com maior incidência de burnout – a síndrome do esgotamento profissional. Este distúrbio psíquico foi descrito em 1974 e tem como principal característica o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. As informações são que 9 em cada 10 pessoas no mercado de trabalho sofrem de ansiedade.

Inteligência emocional como remédio

O fato é que, se não podemos mudar o mundo tão prontamente, podemos sim mudar a forma como interagimos e reagimos a ele e aos desafios que nos são apresentados todos os dias.

E é aí que começamos a entender o papel da Inteligência Emocional. Dentre as várias definições e abordagens, a capacidade de lidar com nossas emoções está presente em todas. Mas, para lidar com as emoções e os impactos que elas têm em nossa vida, precisamos antes de tudo senti-las e identificá-las, ou seja, ter mais consciência delas.
Porque é a partir dessa consciência emocional que podemos ter alguma ação e começar a mudar a forma como lidamos com as frustrações, às tensões e as pedras no caminho.

Como lidar com o estresse e com a ansiedade

E um bom começo é prestar atenção aos nossos sentimentos. Mesmo aqueles que muitas vezes são desagradáveis, como a raiva e o medo. Para isso basta que em alguns momentos do dia, paremos para respirar profundamente e responder às perguntas: como estou me sentindo agora? Que sensações físicas meu corpo está experimentando? Estou com frio, dor de cabeça, calor? Isso tem a ver com alguma emoção que estou sentindo?

Saber o que nos deixa feliz faz com que valorizemos mais momentos felizes, e aí nossas sensações agradáveis aumentam, e o nível de bem-estar também.

Também é importante saber quais situações nos deixam irritados, e provocam o estresse, para poder reagir da melhor forma, evitando “danos emocionais”.

Dessa forma a inteligência emocional começa a fazer sentido como principal competência nesse cenário maluco em que vivemos. Ela vai nos ajudar a lidar melhor com o estresse, e com a ansiedade do dia-a-dia.

Práticas para elevar a inteligência emocional

Mas, para que a inteligência emocional seja desenvolvida de forma plena, é preciso não apenas conhecer, mas praticar e equilibrar todas as outras habilidades que dão sustentação a ela. Por exemplo a forma como criamos e mantemos vínculos com outras pessoas, como expressamos o que sentimos, ou como seguramos nossos impulsos ao tomar decisões difíceis.

E meu convite é para voltarmos a praticar aquilo que aprendemos ao longo da vida – fazer bons amigos, encarar os desafios com autoconfiança, contar até 10 antes de brigar com alguém, gritar de felicidade e aproveitar ao máximo aquele momento especial – porque isso tudo nos deixa mais resilientes e emocionalmente inteligentes.

Colaboração da Andrea Sarno é Especialista em Desenvolvimento Humano e Proprietária da Avena Consultoria